Criar uma rotina que preserve a memória é
preocupação que deve ter início desde cedo. Desde alimentação até atividades
físicas, passando por controle de estresse, seus hábitos têm relação direta com
a manutenção de talhes passados. "A memória tende a diminuir conforme os
neurônios vão envelhecendo, por isso o ideal é tomar cuidado para que esse
prejuízo seja o mínimo possível", afirma o neurologista Maurício Hoshino, do
Hospital Santa Catarina, em São Paulo. Fique por dentro do que especialistas
recomendam.
1) Que modelo pode prejudicar a memória? Manter uma rotina ou fugir sempre da rotina?
Resposta correta: Manter uma rotina
Nota: Segundo o neurologista
Maurício Hoshino, manter uma rotina significa fazer as atividades de sempre no
automático, ou seja, sem pensar direito. "Você não exercita o cérebro mais do
que já exercitou antes, porque ele não precisa captar e processar coisas novas",
explica o profissional. Passar por experiências diferentes não deixa que a
função de memorizar fique enferrujada. Você já está indo pelo caminho certo:
responder a este quiz já é uma forma de exercitar a mente.
2) Praticar exercício físico é fundamental para a memória?
Resposta correta: Sim
Nota: Ler, conversar, fazer
palavras cruzadas e outros exercícios intelectuais são muito importantes para
estimular o cérebro - mas, sozinhos, não são suficientes. O sedentarismo é um
dos maiores inimigos da memória. "Quando movimentamos o nosso corpo, o coração
pulsa mais rápido e o cérebro é oxigenado - isso é sinônimo de saúde para o
corpo todo", explica o psicólogo Walter Tamandaré, do Hospital Adventista de São
Paulo. O neurologista Maurício Hoshino conta que a atividade física evita que
substâncias tóxicas fiquem acumuladas nos neurônios.
3) Ter déficit de atenção significa ter problemas de memória?
Resposta correta: Não
Nota: É unânime entre os
especialistas: problemas de atenção são cada vez mais comuns. "Vivemos
preocupados, ansiosos ou com pressa e, por isso, realizamos as tarefas de
maneira afoita e desatenta. Resultado: você não lembra o que fez ou como fez
suas atividades",afirma o neurologista Álvaro Pentagna, do Hospital São Luiz, em
São Paulo. Mas cuidado para não confundir: desatenção não significa que você não
tem capacidade de memorizar. "Com mil coisas na cabeça, você não presta atenção
direito e não consegue fixar a informação, ou seja, não tem como se lembrar de
algo que você mal prestou atenção", esclarece Maurício Hoshino. Por isso,
procure manter o foco no que você está fazendo no momento, garantindo que o
cérebro conseguirá guardar esse acontecimento.
4) Depois de aprender algo novo, o melhor a fazer para
memorizá-lo é:
Resposta correta: Relaxar e descansar
Nota: Depois de tanto trabalho,
o cérebro merece descansar. Um estudo da Universidade de Nova York (EUA) mostrou
que períodos de total descanso, após o aprendizado, são capazes de afiar a
memória. Momentos de relaxamento, mesmo quando estamos acordados, também podem
ser bastante eficazes porque permitem a transferência das informações entre as
regiões do cérebro - facilitando o arquivamento dos dados. Nesse ponto, vale
reforçar a importância de manter um sono de qualidade. "Pessoas com distúrbios,
como apneia, têm um sono fragmentado. Ao longo do tempo, isso provoca
comprometimento da memória, porque o hipocampo (área cerebral relacionada à
memória) tem as funções prejudicadas", explica o neurologista Álvaro
5) Que tipos de drogas prejudicam a memória?
Resposta correta: Tanto drogas
ilícitas, desde maconha à cocaína, quanto lícitas, como álcool e cigarro
Nota: Estudos vêm apontando que
o uso de drogas afeta a capacidade de memorizar acontecimentos, e muitos incluem
bebida alcoólica e tabaco. "Há componentes do cigarro e do álcool que podem
destruir as células do cérebro", afirma Walter Tamandaré. "Como a memória está
espalhada em diferentes áreas do cérebro, como hipotálamo, amigdala cerebral e
córtex cerebral, ela também fica prejudicada."6) O uso de medicamentos afeta o cérebro, mas apenas na parte emocional?
Resposta correta: Não, pode afetar tanto
aspectos emocionais quanto a memória
Nota: Muito cuidado com o abuso
da automedicação para tratar problemas cotidianos, como dores de cabeça e de
estômago ou dificuldade de dormir. Componentes presentes em alguns remédios,
principalmente calmantes, podem gradativamente causar lesões permanentes no
cérebro. "Pessoas que fazem uso indiscriminado dessas medicações são grandes
candidatas à demência mais cedo na velhice e têm maior risco de Alzheimer",
alerta Walter Tamandaré. 7) Quais alimentos ajudam a preservar a memória?
Resposta correta: Peixe e algumas frutas e legumes
Nota: Segundo a nutricionista Daniela Cyrulin, especialista do Minha Vida, há uma infinidade de nutrientes que garantem a saúde do cérebro e, consequentemente, da memória. Anote alguns deles: fisetina (morango, pêssego, uva, kiwi e tomate), ômega 3 (peixe e linhaça), fitoesterois (sementes, grãos e óleos vegetais), vitaminas E, C e do complexo B (frutas em geral, grãos e sementes), triptofano (leite, queijo branco, carnes magras e nozes) e bioflavonoides (uva e folhas verde-escuras).
8) Quais doenças podem ter relação com a memória?
Resposta correta: Obesidade, diabetes, hipertensão, Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.
Nota: São muitas as doenças que afetam a memória: Alzheimer, distúrbios do sono, distúrbios hormonais - como hipotireoidismo -, Acidente Vascular Encefálico (popularmente chamado de AVC ou derrame), entre outras. Por isso, é preciso ter cuidados com os fatores de risco dessas doenças, que são obesidade, diabetes, hipertensão e tabagismo, principalmente. "Pessoas com diabetes, que tenham um mau controle da glicemia, têm maior risco de AVC e comprometimento neuronal. Isso por que as células do sistema nervoso sofrem uma espécie de desidratação e passam a ter dificuldades nas conexões", afirma o neurologista Álvaro Pentagna. Já pessoas com obesidade também têm risco maior de ter apneia do sono, o que também prejudica a memória.
por Letícia Gonçalves
Fonte:
http://minhavida.uol.com.br/conteudo/14535-voce-cultiva-a-boa-memoria.htm
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