Ouvir crianças trocando as letras geralmente é motivo de descontração
para quem está por perto, porque acham “bonitinho”. Fonoaudióloga
orienta sobre como os pais devem agir.
Diversas crianças falam de um modo bastante peculiar, seja trocando
letras e palavras ou usando termos diferentes. Em alguns casos, quem
ouve acha “bonitinho”, “engraçadinho”. Para saber o
limite entre a normalidade e os indícios de que a criança pode ter algum
problema na fala, a fonoaudióloga Cristiane Romano,
especialista em Voz, explica.
A profissional ressalta que a criança está em uma fase de experimentação, de descobertas; e por isso, nem sempre a fala deve ser motivo de preocupação. Em caso de dúvida, inclusive sobre a época adequada para falar, deve-se procurar um fonoaudiólogo. Ela explica que existe um quadro de fonemas que permite ao profissional saber se o modo como a criança fala condiz com o que é considerado aceitável para sua idade.
“Alguns sons são mais fáceis de serem pronunciados, como o /p/ de papai, ou /m/ de mamãe, por isso que a criança costuma falar primeiro ‘papa’, ‘papai’. Por outro lado, o fonema /r/ da palavra ‘parede’, por exemplo, já é mais difícil, devido ser um fonema que exige vibração da língua. Com 6 meses, a criança já deve começar a produzir os primeiros sons (papa, mama, ba); e a partir de 1 ano, já inicia a formar pequenas frases, mesmo que errado. Quando a criança tiver 3 anos, já não é aceitável que troque sons, um exemplo seria a troca do /t/ pelo /k/ (tachorro), ou trocar também o som do /j/ com /z/ (zanela) “.
Com o tempo passa?
A fonoaudióloga afirma que não, e ressalta as conseqüências:
Alguns pais, por falta de orientação ou informação, costumam ter esperança de que determinados problemas na fala passem com o tempo, mas isso pode trazer consequências, prejudicando a criança por toda a vida. “Se aos 3 anos a criança ainda troca letras, é ideal que já busque ajuda profissional para fazer uma avaliação”, alerta.
Cristiane Romano também ressalta a importância de se buscar tratamento antes que a criança entre para a escola ou creche. “A busca por tratamento antes de iniciar o processo de alfabetização é de grande importância, porque a criança pode apoiar sua fala errada na escrita, e também apresentar consequências, como se tornar agressiva por não ser compreendida pelas outras crianças e até mesmo pelo professor, e/ou até mesmo se calar, retraindo por medo de ser motivo de ‘piadinhas’, e isso pode gerar traumas”.
Como corrigir a criança? Sutileza é a resposta.
De acordo com a fonoaudióloga, todo cuidado é pouco no momento de corrigir a criança que fala errado. “Nunca se deve repreender diretamente, o ideal é sempre dar o modelo correto em vez de corrigir, sem que ela perceba que está sendo corrigida”.
Cristiane comenta sobre os riscos do uso da fala infantilizada em excesso: “Não adianta cobrar da criança que ela fale certo, se a família conversa com fala infantilizada excessivamente”.
Períodos de tratamento
A fonoaudióloga enfatiza a responsabilidade dos pais nesse processo. “Deve ser averiguado quando a criança é quieta demais, quando ela não se expressa. Uma criança com 1 ano de idade já é comunicativa; se aos 2 anos ela não falar, busque ajuda, faça uma avaliação para diagnosticar se ela necessita entrar ou não em tratamento”. A duração do tratamento varia de acordo com a alteração de fala, em média, seis meses.
“Incentive a criança a falar, realizando atividades de estimulação, e evite o uso de muitos brinquedos. Use um brinquedo de cada vez (pegue a bola, vamos brincar com a bola, sempre repetindo o nome do brinquedo). Evite deixar a criança muito tempo assistindo filmes, na esperança de que ela desenvolva a fala. A televisão pode ajudar, porém, a criança precisa de interação e diálogo com os pais”, conclui.
A profissional ressalta que a criança está em uma fase de experimentação, de descobertas; e por isso, nem sempre a fala deve ser motivo de preocupação. Em caso de dúvida, inclusive sobre a época adequada para falar, deve-se procurar um fonoaudiólogo. Ela explica que existe um quadro de fonemas que permite ao profissional saber se o modo como a criança fala condiz com o que é considerado aceitável para sua idade.
“Alguns sons são mais fáceis de serem pronunciados, como o /p/ de papai, ou /m/ de mamãe, por isso que a criança costuma falar primeiro ‘papa’, ‘papai’. Por outro lado, o fonema /r/ da palavra ‘parede’, por exemplo, já é mais difícil, devido ser um fonema que exige vibração da língua. Com 6 meses, a criança já deve começar a produzir os primeiros sons (papa, mama, ba); e a partir de 1 ano, já inicia a formar pequenas frases, mesmo que errado. Quando a criança tiver 3 anos, já não é aceitável que troque sons, um exemplo seria a troca do /t/ pelo /k/ (tachorro), ou trocar também o som do /j/ com /z/ (zanela) “.
Com o tempo passa?
A fonoaudióloga afirma que não, e ressalta as conseqüências:
Alguns pais, por falta de orientação ou informação, costumam ter esperança de que determinados problemas na fala passem com o tempo, mas isso pode trazer consequências, prejudicando a criança por toda a vida. “Se aos 3 anos a criança ainda troca letras, é ideal que já busque ajuda profissional para fazer uma avaliação”, alerta.
Cristiane Romano também ressalta a importância de se buscar tratamento antes que a criança entre para a escola ou creche. “A busca por tratamento antes de iniciar o processo de alfabetização é de grande importância, porque a criança pode apoiar sua fala errada na escrita, e também apresentar consequências, como se tornar agressiva por não ser compreendida pelas outras crianças e até mesmo pelo professor, e/ou até mesmo se calar, retraindo por medo de ser motivo de ‘piadinhas’, e isso pode gerar traumas”.
Como corrigir a criança? Sutileza é a resposta.
De acordo com a fonoaudióloga, todo cuidado é pouco no momento de corrigir a criança que fala errado. “Nunca se deve repreender diretamente, o ideal é sempre dar o modelo correto em vez de corrigir, sem que ela perceba que está sendo corrigida”.
Cristiane comenta sobre os riscos do uso da fala infantilizada em excesso: “Não adianta cobrar da criança que ela fale certo, se a família conversa com fala infantilizada excessivamente”.
Períodos de tratamento
A fonoaudióloga enfatiza a responsabilidade dos pais nesse processo. “Deve ser averiguado quando a criança é quieta demais, quando ela não se expressa. Uma criança com 1 ano de idade já é comunicativa; se aos 2 anos ela não falar, busque ajuda, faça uma avaliação para diagnosticar se ela necessita entrar ou não em tratamento”. A duração do tratamento varia de acordo com a alteração de fala, em média, seis meses.
“Incentive a criança a falar, realizando atividades de estimulação, e evite o uso de muitos brinquedos. Use um brinquedo de cada vez (pegue a bola, vamos brincar com a bola, sempre repetindo o nome do brinquedo). Evite deixar a criança muito tempo assistindo filmes, na esperança de que ela desenvolva a fala. A televisão pode ajudar, porém, a criança precisa de interação e diálogo com os pais”, conclui.
Fonte:http://www.jornalcco.com.br/noticia/812/Crianca-que-fala-errado--ate-que-ponto-e-normal-
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